00:00 Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
| Inaldo Lins |
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| Evento aconteceu no CAP da Ilha do Leita |
Alunos do 3º e 4º ciclos da rede municipal tiveram a oportunidade de compartilhar experiências criativas e pedagógicas desenvolvidas nas suas escolas durante o primeiro semestre, na I Exposição de Vivências do Projeto Alfaletramento. O evento aconteceu nesta quinta (06) e sexta-feira (07), no bloco A do Centro Administrativo Pedagógico (CAP), na Ilha do Leite. No encontro, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer, os jovens socializaram as práticas vivenciadas com os professores e estagiários da rede.
O Projeto Alfaletramento existe desde 2006 e surgiu com o objetivo de reduzir, num curto espaço de tempo, as dificuldades de leitura e de escrita dos estudantes das 35 escolas da rede. Desenvolvido em ciclos de aprendizagem, cerca de três mil alunos passaram por experiências que tinham como base o desenvolvimento de três eixos: apropriação do sistema alfabético, fluência na leitura e produção de textos, através de atividades pedagógicas e lúdicas desenvolvidas com os alunos, orientados por professores e estagiários da rede. O resultado destas atividades e de toda a produção desenvolvida ao longo do 1º semestre – um total de 12 trabalhos – foi exposto durante estes dois dias, através de cartazes e palestras voltadas para os próprios alunos e estagiários.
“A exposição tem o objetivo de socializar as práticas exitosas, possibilitando a integração entre os nossos alunos, professores e estagiários. Nos projetos desenvolvidos, os meninos, além de conseguirem suprir suas dificuldades na escrita e na leitura, se identificam com aqueles trabalhos, na riqueza daquilo que foi criado ao longo do semestre”, explicou Luiza Maciel, gerente de 3.º e 4º Ciclos de Aprendizagem e Ensino do Recife.
Participaram do desenvolvimento dos trabalhos cerca de 90 estagiários e 16 professores da rede municipal. Além da ênfase nos três eixos, os trabalhos também têm um viés interdisciplinar, possibilitando aos alunos uma melhor compreensão de outros ramos do conhecimento, como História, Geografia, entre outros, a partir da diversidade de temas desenvolvidos.
Alcione Cabral dos Santos, que faz parte da equipe técnica da Gerência de 3º e 4º Ciclos da Aprendizagem e Ensino Médio, e é coordenadora do Alfaletramento, ressalta que o projeto tem alcançado resultados positivos durante estes três anos de existência. “Ainda este ano será publicado um artigo, onde cinco professores da rede e nós da Gerência retratamos o trabalho que vem sendo desenvolvido, e que foi avaliado pelos professores, onde eles escreveram depoimentos falando que os alunos têm se interessado mais pela sala de aula, estão mais participativos e buscam melhorar sua própria aprendizagem. E é isso o que o projeto tem proporcionado a todos eles”, observou Alcione.
A professora Adélia Ximenes e a estagiária Renata Xavier, da Escola Municipal Oswaldo Lima Filho, do bairro do Pina, desenvolveram com seus alunos o tema “Gravidez na adolescência – intervenções pedagógicas”, onde procuraram estimular os alunos a se expressar e exercitar sua oralidade através de discussões e atividades lúdicas, abordando o assunto. Segundo elas, o resultado foi positivo. “Conseguimos alcançar o nosso meta, que eles fizessem uma reflexão sobre isso. Trabalhamos a questão das leituras, estimulando-os a fazer uma análise crítica, questionando e refletindo, para se tomar uma posição, tendo o seu olhar como sujeito”, ressaltou Adélia. “Foi uma experiência maravilhosa, pois tivemos uma grande abertura e liberdade para realizar estes trabalhos, e, por isso, eu aconselho que todos os estagiários da rede participem do projeto”, declarou Renata.
Durante a exposição dos trabalhos, 33 alunos da Escola Municipal Antônio Heráclito Rêgo, de Água Fria, fizeram uma visita ao CAP, na tarde desta sexta-feira (07), acompanhados da coordenadora da unidade, Flávia Maria, para conhecer o projeto Alfaletramento. Eles observaram atentamente os trabalhos expostos e a explicação das professoras. “Esse é um suporte especial para os nossos alunos. A partir desta visita, eles vivenciam o projeto e isso possibilita que eles apreendam o que é feito e que tenham entusiasmo em também participar. Isso é um estímulo para eles, sabendo que outros alunos superaram dificuldades de escrita e que eles também podem superar”, observou Flávia.

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ResponderExcluirAdorei este espaço!
ResponderExcluirparabéns,minha querida amiga.
E que maravilha esta oportunidade para os alunos!
A apropriação do sistema alfabético, fluência na leitura e produção de textos, através de atividades pedagógicas e lúdicas desenvolvidas com os alunos, deve mesmo ser uma delícia além de ser de fundamental importância.
E SALVEM AS PROFESSORINHAS!!! KKK...
RENATA GONÇALVES WANDERLEY DO NASCIMENTO